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Bicho Papão

Quando pequenos somos, nossos pais inventam várias histórias de forma a tentar nos educar, limitar, evitar acidentes e etc...
Diz aí, Quem nunca teve medo de bicho papão?
Pois é, depois de certa idade percebemos que essas histórias nunca sairam da ficção.

E  respiramos fundo, acreditando ter nos livrado deles por definitivo. E é ai que nos enganamos..
Depois de 'grandes' perdemos o medo nestes seres assombrados.
Mas, criamos nossos próprios monstros, que são tãao ou mais assustadores que os de nossa infância..Esses mostros atendem por 'OUTROS', ..
Os outros estão sempre em nossa cabeça;
-O que os outros vão pensar se eu for com a mesma roupa da outra festa??
-O que os outros vão pensar se me verem dançando assim?
-O que os outros vão achar se me verem bebendo?
-O que os outros vão falar se me virem falando com fulaninho?
Os outros, estão sempre cuidando o que fazemos, o que vestimos, com quem andamos, que atitudes tomamos, nos julgam e falam sobre nós.
Muitas vezes, deixamos de ser nós mesmos, ..nos policiamos, nos limitamos,..e passamos a viver para os outros, para alimentar nossa imagem aos outros.
Como os monstros infantis, também perdi o medo desse monstro. Pra mim, hoje é como ele não existisse...
Eu não deixo de vestir o que gosto, conversar com quem gosto, beber, rir , dançar, falar alto,  ..por eles..Eu apenas sou eu, me permito ser quem sou.
Porque os outros, são seres dificeis de contetar, por mais que faça tudo que parece certo, sempre terá algo que os outros não vão gostar, algo que vão comentar, algo que vão maldar sobre nós.
Então, não há nada a fazer, a não ser seguir sua verdade, e agir conforme sua essência, sendo fiel a  você mesmo, claro, sem invadir o espaço de ninguém..
Os outros ( que as vezes somos nós!! ) deveriam praticar a empatia, todos somos humanos, todos estamos na mesma busca, na busca por nossa própria felicidade..
 =)

FELIZ DIA DOS PAIS

Amanhã é Dia dos Pais, mais uma data comemorativa que a industria capitalista criou para aquecer as vendas de agosto, assim somos por livre espontanea pressão instigados a  dedicamos esse dia a eles...
Bom, sem hipocrisias, pois a vida real não é perfeita como comercial de margarina. E já não sou mais criança, para acreditar que meu pai é super herói. Ser pai é ser humano, é ter defeitos, cometer erros, acertos, fazer rir ou chorar, ..Meu pai e eu, somos bastante parecidos, herdei mais coisas deles que da mãe, ..ele é calmo, brabo, arriado, pessimista, sensível.
E ele é meu PAI, meus 50%. Ser pai está além de prover recursos financeiros ao seu filho.É educar, mostrar os caminhos, compreender, compartilhar, é deixar muitas vezes, o seu eu de lado, em prol de seus filhos.
Muito do que sou hoje é herança dos meus pais. A família é a base para qualquer ser humano, embora a família tradicional, hoje esteja em extinção. Ter uma família estruturada, pais presentes repercute em todos aspectos de nossas vidas.., no nosso caracter, em nossa saúde emocional, em nossas escolhas e ações...
E nesses dias, sempre penso, e os que não tem mais o pai presente? E os que nunca conheceram seu pai? E pensando nisso, pensando na ausência, e toda a falta que faz um pai na vida de um filho, que agradeço e dedico esse dia ao meu pai, que mesmo não sendo perfeito, me assumiu, me criou, me educou e sempre se fez presente na minha vida..

Paiiiii, muito obriigada!!

O que te sobra além das coisas casuais?


7:30hrs ..Acorde!!.
Vá ao banheiro.Coloque a roupa. Corra, de um jeito nesse cabelo. Coma alguma coisa. E escove bem os dentes. Pegue o ônibus. Sente-se ao lado de algum estranho ( Que podera comentar sobre o tempo!!!). Chegue na hora. Sente e escute..escute, aprenda. Você precisa saber isso?! Precisará fazer aquilo! Cuide dos horarios! Não falte! Olha as notas.. Não desanime! ..Acabou, corra pra não perder o ônibus. Retorne. Coma. Trabalhe. Trabalhe. Trabalhe...
Depois..? Descanse para reiniciar tudo denovo.

No final das contas, nada sobra além das coisas casuais, e será que um dia já sobrou??

Algo além vazio..Algo como estar vendo os dias de sol passarem atráves de uma janela, e não conseguir abrir a porta...

Misturado..com uma eterna e imortal, esperança..

Que amanhã será um lindo diiia...

Sindrome de Guillian Barré


Não vou aqui nesta postagem descrer a sintomatologia, fisiologia, ou epidemiologia da síndrome de guillain barré. Venho falar sobre o que aprendi ao descobri que estava com a síndrome, acredito que nada é por acaso, e se a síndrome veio pra mim, foi para me ensinar algo, para minha evolução e aprendizado. Como pessoa, e também como profissional, já que sou acadêmica de enfermagem.
Nesses últimos meses, eu andava reclamando mundo da vida. Da correria do dia-a-dia, da falta de tempo para realizar outras atividades, desmotivada quanto a faculdade e estágio. E do dia pra noite, descobri que estava doente, e que tinha que internar num hospital, em porto alegre para fazer o tratamento, não fiquei assustada, apesar de parecer grave.
Ao término desses 9 dias, aprendi e percebi muitas coisas, que muitas vezes passava despercebida a mim....
Precisei ficar 04 dias sentada numa cadeira da emergência, aguardando um leito, para perceber como sou feliz, e deveria ser agradecida por ter uma cama, e uma casa para morar.
Precisei ficar afastada de meus familiares e amigos, para realmente perceber que há muitas pessoas preocupadas comigo, que gostam de mim, e que não sou lá tão substitutível assim, e nessas horas que as relações verdadeiras prevalecem.
Precisei ficar dependente da ajuda dos outros para me movimentar, para realizar tarefas que eram simples para mim antes, como ir até ao banheiro sozinha, para perceber que um dos maiores bens que temos na vida, é nossa independência, a partir do ponto que ficamos dependentes, dependemos da boa vontade do outro.
Precisei comer a comida do hospital, para valorizar mais o arroz e feijão que tenho todo dia na minha casa.
Precisei conhecer histórias de dor e sofrimento de outros pacientes com doenças incuráveis, sem prognóstico bom, para perceber que minha saúde é bem mais valioso que tenho, e então, tenho que ser mais cuidadosa com ela.
Precisei ser paciente para entender a diferença em cuidar e ser cuidado, e concerteza, seria uma melhor profissional após isso.
Precisei conhecer a realidade de outro hospital, para perceber que grande ou pequeno, problemas de trabalho sempre existirão, cabe a nós, acreditarmos, que a nossa parte podemos fazer bem feito.
Eu pensava em muitas coisas dessas antes de vivencia-lá. Mas, não existe prática sem teoria. Mas, concerteza, a teoria sem prática nos torna superficiais. As vezes, precisamos de um susto para percebermos certas coisas, que para nós se tornaram corriqueiras.Que bom que pudessemos aprender com exemplos dos outros, mas, aprendemos bem mais quando sentimos na pele. Precisei passar por algumas situações, para hoje, ser uma pessoa diferente.E para realmente valorizar minha vida. E me valorizar, quanto pessoa e ser humano.


(Meu depoimento para novela 'Viver a vida' hahahhaha)


Sobre o tempo

Esses dias cantarolando uma música, nada inédita, começei a refletir sobre ela, sua letra..., apesar de já ter ouvido milhões de vezes, essa foi a primeira vez que parei pra refletir sobre ela, e certamente todos que lerem essa postagem já ouviram mesmo que ivoluntáriamente,..a música do Lenine, paciência, então me detive a idéia que para mim é a principal nesta música,
A  nossa impotência perante, o tempo..
Essa música casa muitos bem com aqueles velhos ditados que concerteza, todos nós crescemos ouvindo de nossas avós e mães:
-Tudo tem seu tempo. ou -O tempo cura todas as feridas.
A idéia de quem não podemos nada quanto o senhor todo poderoso tempo, nos amedontra, pelo menos a mim.
A cada aniversário sempre rola uma reflexão..das mudanças que o tempo já fez comigo.
E do que pretendo fazer com ele, para o futuro.
Muitas vezes, brigamos com o tempo queremos retrocede-lo, aquela velha nostalgia, da infância, do mundo que nos era mais colorido, quando nossa idade era com apenas um digito, de que quando eramos criança o mundo não era tão real, e tudo não passava de uma brincadeira.
Outras vezes, brigamos para parar o relógio, quando as coisas no presente, estão boas pensamos,  para que mudar?
Temos medo, sim. Medo do que o tempo fará de nós? Ou o que faremos do nosso tempo?
E uma das lições mais importante que o tempo nos dá, é sobre mortalidade, é somos mortais, embora não pensamos muito sobre isso, nós temos um pré-estimado de existência,..por mais saudáveis que levemos nossa vida,..um dia tudo tem seu fim.
Por isso, cada dia a mais, também é um á menos. Eu tenho medo do tempo. De não aproveitá-lo intensamente ( clichê, eu sei) mais é verdade, não quero ser alguém que não aproveitou seu tempo, alguém sem histórias pra contar, quero ter algo pra ensinar, ..por isso, por mais medo que eu tenha do novo, eu ainda prefiro seguir, mesmo que me sinta brincando de cabra cega com a vida, ainda assim prefiro arriscar, porque por mais que tenhamos saudade do tempo passado, medo do tempo futuro, por estagnados que optamos ficar, não há escolhas..
Não, há duas opções, de qualquer maneira o tempo vaii passar, as coisas vão mudar, os preços vão subir, novas rugas irão aparecer, faltara folego para apagar as velhinhas, perderemos contato com pessoas amigas, não nos reconheceremos em velhas fotos, perderemos pessoas amadas, conheceremos novas pessoas, e é nós vamos mudar,..por que como bem avisou lenine e também cazuza ''a vida não pará''.


30/09/2009

É impossivel ser feliz sozinho?

              Hoje somos mulheres diferentes dos tempos de amélia. Lutamos e alcançamos nossos direitos. Hoje, continuamos sendo mulher de casa: limpa, varre, passa, cozinha, isso sem ser uma obrigação, tem muita que não sabe, não gosta e nem quer aprender isso. Haha.. Hoje, temos liberdade pra estudar, nos profissionalizamos, trabalhamos, e somos respeitadas como profissionais. Hoje, dirigimos, podemos ter nosso próprio automóvel, bem como nosso direito de ir e vir. Hoje não somos bancadas, nos bancamos. Hoje podemos escolher, quando queremos ter um filho, se queremos, podemos escolher nosso metódo anticoncepcional, podemos andar com camisinha na bolsa, sem ser puta. Haha, Hoje podemos escolher nossos governantes. Hoje podemos nos divorciar. Enfim, essa é uma prévia, que me veio na cabeça de coisas que as mulheres alcançaram,..e deve ter muito mais coisas...por aí.
             Porém, uma coisa eu percebo que nunca muda, por mais que a sociedade evolua, as coisas mudem, a terra gire.. uma coisa a sociedade e nós mesmos desde de os tempos da minha vó até os dias de hoje, queremos e esperamos, pelo nosso príncipe, tá certo, não queremos que ele venha de cavalo, e nem que use aquelas roupinhas de príncipes do passado, mas enfim, todas nós ( assuma você, também) espera, por mais inconsciente que seja, o seu príncipe.E hoje em dia, está cada vez mais dificil de encontra-lo, ele não fica dando sopa por ai, não..
            Se você me conhece, sabe bem que esse não é meu discurso..Sou solteira encalhada desde que nasci, cheia dos meus discursos feministas, cheio das minhas vontades, e desprendimentos. Cheia da minha auto-suficiência. ASSUMO: eu também espero.
Sei lá, não que eu viva meus dias esperando, que acredite que ele vai bater na minha porta com um sapatinho de cristal..ou que eu viva uma linda história de amor, sinopse pra filmes americanos. Mas, ainda assim...lá no fundinho, espero encontrar alguém, o meu alguém..Alguém, que goste de mim como eu sou (cheia de defeitos, e manias irritantes), alguém que tente me fazer acreditar que ele não tem olhos pra outras, um alguém que me apoiará em todos os meus planos, que aguente firme e forte, os eternos dias de TPM, alguém que me acompanhará nos programas mais chatos, que me ache linda (mesmo que eu olhe no espelho, e tenha uma opinião bem contrária!). Que me ligue a noite, apenas pra saber como foi meu dia. Que me faça rir, que me faça perder o fôlego, ...Enfim, um alguém especial. Que seja único, pra mim, que traga um colorido a mais, para os dias mais rotineiros. E assim, como nos velhos livros de histórias infantis, vamos beijando os sapos e esperando, que um dia.. puufff..ele vire um principe.haha



Mulher de Fases.



Lua adversa
Cecília Meireles
Tenho fases, como a lua
Fases de andar escondida,
fases de vir para a rua...
Perdição da minha vida!
Perdição da vida minha!
Tenho fases de ser tua,
tenho outras de ser sozinha
Fases que vão e que vêm,
no secreto calendário
que um astrólogo arbitrário
inventou para meu uso.
E roda a melancolia
seu interminável fuso!
Não me encontro com ninguém
(tenho fases, como a lua...)
No dia de alguém ser meu
não é dia de eu ser sua...
E, quando chega esse dia,
o outro desapareceu...